ACESSIBILIDADE EM TURISMO

O processo de tornar o Turismo Acessível para todos.

Linha do Tempo

Tudo iniciou a partir DECRETO Nº 5.296 DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004 que regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências que estabeleceu um prazo de quatro anos para todos os setores de serviços (restaurantes, hotéis, teatros, etc.) adaptarem os locais de acesso para as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Hoje, o Estatuto da Pessoa com Deficiência Lei Federal nº 13.146/2015 só veio confirmar que o caminho por nós escolhido foi realmente o mais indicado para a sustentabilidade social e econômica dos hotéis Campo dos Sonhos e Parque dos Sonhos.

O Campo dos Sonhos (Socorro-SP) e o Parque dos Sonhos (Bueno Brandão-MG) participaram do evento Adventure Sports Fair desde o início. Foi nesse evento que, em 2005, o Ministério do Turismo falou pela primeira vez sobre inclusão social e acessibilidade no turismo na voz do Ministro do Turismo na época Sr. Walfrido Silvino dos Mares Guia Neto, pois no Brasil, são, nos dias de hoje, cerca de 45 milhões de pessoas com deficiência e mais 33 milhões com mobilidade reduzida (idosos, obesos, gestantes, anões entre outros).
Explicou o Ministro que de todos os segmentos de turismo, o de aventura era o mais complexo, pois exigiria, não só adaptações como rampas de acesso, banheiros, cadeiras, etc, mas também desenvolvimento de novos procedimentos e de novos equipamentos que fossem seguros e ao mesmo tempo confortáveis aos clientes. Por haver mais de 30 modalidades, as variações de riscos e controle, não só do praticante, mas também dos condutores, seriam um trabalho árduo e com uma responsabilidade imensurável.
A escolha do local para a implantação do projeto não foi fácil, pois esse deveria ter um grande número de modalidades disponíveis e outras condições favoráveis. Como Socorro além de disponibilizar essa possibilidade e por estar relativamente próximo a São Paulo, sede da ONG Aventura Especial realizadora do projeto e ser o maior polo emissor de turismo do país, Socorro ainda apresentava se como um grande desafio por estar em uma região montanhosa, que se conseguisse ser implantado aqui, seria mais fácil de replicar o projeto em outros destinos, além disso, tinha toda a infraestrutura necessária, além da disponibilidade de apoio manifestada pela administração pública e dos empresários de turismo de Socorro, e foi escolhida.

Então, numa ação conjunta entre o Ministério do Turismo, a ONG Aventura Especial, o Campo dos Sonhos, o Parque dos Sonhos, a Rios de Aventura, o Parque Monjolinho e a Prefeitura Municipal de Socorro, realizaram – sob a coordenação da ONG, apoiada tecnicamente por uma equipe multidisciplinar formada por ortopedista, fisioterapeuta, psicólogo e dos profissionais operadores de turismo de aventura doas empresas parceiras – os estudos necessários para compor, o que é hoje, o cenário para o bem atender no Turismo para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
As verbas destinadas ao processo foram repassadas à ONG Aventura Especial, que ficou com a coordenação do projeto. As operadoras Parque dos Sonhos, Campo dos Sonhos, Parque do Monjolinho e Rios de Aventura entraram com o espaço a ser executado os estudos de adaptação e a participação nas oficinas técnicas. A Prefeitura de Socorro colaborou com apoio de logística.
Muitas foram as dificuldades, mas a maior delas foi criar os equipamentos específicos, principalmente para o rafting, onde a cadeira deveria fixar o deficiente no bote e o colete deveria remeter o praticante para a superfície com a cabeça voltada para cima. Outro desafio foi a criação da cadeirinha para o tetraplégico realizar a descida na tirolesa. O praticante tem que ficar sentado com cintos transversais no peito e pescoço, para que este não pendesse. Esses são detalhes de uma experiência inédita (um verdadeiro laboratório), pois, as normas e regras desenvolvidas aqui são resultado de muito trabalho e determinação. Obviamente, tudo isso resultou em outras formas de melhorar a vida dos que irão, lidar com esse público.
Em 2007, o projeto terminou com enorme êxito e foi submetido ao Ministério do Turismo que publicou os Manuais de Aplicação dos resultados obtidos, para serem repassados a outras pessoas. Esses manuais podem ser encontrados no menu publicações no site do Ministério do Turismo.
Hoje, Socorro é a única cidade do Brasil que tem a possibilidade, dentro dos critérios resultados do estudo, de oferecer todo o conforto e know how para as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, no segmento de turismo de aventura.
Esse primeiro projeto foi batizado de “Aventureiros Especiais”, e totalmente desenvolvido em Socorro, com o apoio do Ministério do Turismo.
Em função do sucesso do primeiro projeto voltado ao turismo de aventura, a cidade de Socorro recebeu do Ministério do Turismo a missão de adaptar turisticamente a cidade para receber o turista com deficiência ou mobilidade reduzida. Ruas, calçadas e os principais logradouros públicos utilizados pelos turistas foram estrategicamente adaptadas para que todas as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida fossem atendidas, contemplando lugares como bancos, farmácias, lojas de comércio, meios de hospedagem entre outros.